[BLEHCAR] Honda ZR-V 2026 mostra qualidades além dos números de mercado




SUV combina motor 2.0, câmbio CVT e Honda SENSING em uma proposta voltada à condução


Texto: Sérgio Dias
Fotos: Sérgio Dias

O Honda ZR-V 2026 ocupa uma posição específica dentro da gama da marca no Brasil ao procurar combinar a altura de condução de um SUV com características dinâmicas associadas a um sedã. O modelo utiliza motor 2.0 a gasolina, transmissão CVT, direção com assistência elétrica e suspensão independente, além de reunir Honda SENSING, oito airbags e equipamentos voltados ao uso cotidiano. Com porta-malas de 389 litros, ampliável para 1.306 litros com os bancos traseiros rebatidos, o ZR-V procura atender tanto deslocamentos urbanos quanto viagens.


Essa proposta, entretanto, vem encontrando pouco espaço nos emplacamentos de 2026. O ZR-V segue no portfólio brasileiro da Honda e continua sendo oferecido pela marca, mas registra volumes reduzidos ao longo do ano. É uma situação que merece ser observada porque os números de mercado nem sempre contam integralmente como um automóvel se comporta quando colocado em uso. Foi justamente com essa perspectiva que iniciei uma nova avaliação do modelo, procurando entender o que ele entrega para quem considera sua proposta e, especialmente, para consumidores que mantêm uma relação com os produtos da Honda.

Minha avaliação começou nas atividades cotidianas em São Paulo. Usei o ZR-V em congestionamentos, avenidas, garagens e pequenos deslocamentos antes de ampliar o percurso pelas rodovias. Depois deixei a capital, passei por Bragança Paulista e segui até Extrema, no Sul de Minas Gerais. A combinação entre cidade, estrada e diferentes condições de tráfego permitiu observar o modelo em situações nas quais conforto, comportamento dinâmico, consumo e sistemas de assistência assumem funções distintas.


Na cidade, uma das primeiras características que percebi foi a posição de dirigir. O motorista fica mais alto do que em um sedã, mas a relação entre banco, volante e comandos não transmite a sensação de conduzir um veículo de dimensões maiores. A direção com assistência elétrica progressiva reduz o esforço nas manobras e altera sua atuação conforme a velocidade. Sensores dianteiros e traseiros, câmera de ré com três visualizações e Honda LaneWatch também auxiliam quando o espaço diminui.

O conjunto formado pelo motor 2.0 e pelo câmbio CVT segue uma lógica diferente daquela encontrada em SUVs que utilizam motores turbo. A entrega ocorre de maneira progressiva e a transmissão administra continuamente a relação conforme a solicitação do acelerador. As aletas no volante permitem simular sete marchas quando o motorista deseja interferir no funcionamento do conjunto. Durante a utilização urbana, preferi deixar a transmissão trabalhar automaticamente e concentrar minha atenção na maneira como o ZR-V acompanhava as constantes alterações de velocidade do trânsito.

Quando deixei São Paulo em direção a Bragança Paulista, comecei a compreender melhor a proposta da Honda de aproximar o comportamento do ZR-V daquele encontrado em um sedã. A posição de condução permanece elevada, mas as respostas da direção e o controle dos movimentos da carroceria contribuíram para que eu administrasse curvas e mudanças de faixa sem precisar alterar a maneira de dirigir ao sair da cidade.

No trecho rodoviário, o CVT também assume outro tipo de funcionamento. Em velocidade constante, mantém o motor dentro da faixa necessária para sustentar o ritmo. Nas ultrapassagens e retomadas, uma pressão maior no acelerador eleva a rotação, comportamento característico desse tipo de transmissão. As aletas podem ser utilizadas nesses momentos para simular reduções e antecipar a resposta antes de uma ultrapassagem.

O caminho até Extrema ampliou o tempo de convivência ao volante e permitiu observar equipamentos que nem sempre aparecem em deslocamentos curtos. O Honda SENSING reúne controle de cruzeiro adaptativo com acompanhamento em baixa velocidade, sistema de permanência em faixa, mitigação de evasão de pista, frenagem para mitigação de colisão e ajuste automático dos faróis. Na estrada, ACC e LKAS passaram a participar com maior frequência da condução, sempre mantendo comigo a responsabilidade pelo controle do veículo.

Esses sistemas também fazem sentido no trânsito urbano. O controle de cruzeiro adaptativo com Low Speed Follow consegue acompanhar o veículo à frente em velocidades reduzidas, enquanto o Brake Hold mantém o ZR-V parado sem exigir pressão contínua no pedal do freio. São recursos que percebi principalmente nos congestionamentos de São Paulo, onde pequenas facilidades repetidas durante um percurso acabam interferindo na experiência diária.

A cabine segue uma organização que prioriza comandos de acesso direto. A central multimídia de nove polegadas oferece Apple CarPlay e Android Auto, enquanto o painel digital TFT tem sete polegadas. Carregador de celular por indução de 15 W, ar-condicionado digital de duas zonas, banco do motorista com ajuste elétrico, teto solar, retrovisor interno fotocrômico e myHonda Connect completam os recursos disponíveis. O console central elevado separa os ocupantes dianteiros e oferece compartimentos para objetos utilizados durante o percurso.

Também considerei importante observar o espaço. O porta-malas de 389 litros pode chegar a 1.306 litros com os bancos rebatidos. Para quem utiliza o veículo durante a semana e viaja nos fins de semana, essa capacidade permite modificar a configuração conforme a necessidade. Os bancos traseiros bipartidos ampliam as possibilidades sem obrigar o motorista a escolher entre transportar passageiros ou utilizar todo o volume disponível.

Depois de São Paulo, Bragança Paulista e Extrema, minha percepção sobre o ZR-V ficou menos relacionada aos números de emplacamentos e mais à maneira como sua proposta se materializa ao volante. O modelo não procura utilizar desempenho como seu principal argumento. A combinação entre posição elevada, comportamento dinâmico, motor aspirado e transmissão CVT cria uma experiência que segue uma lógica própria dentro do mercado de SUVs.

Ao concluir minha avaliação do Honda ZR-V 2026, três pontos ficaram em evidência. O primeiro é o comportamento em cidade e estrada, especialmente pela relação entre posição de condução de SUV e respostas próximas às encontradas em um sedã. O segundo é o Honda SENSING, cujos sistemas de assistência participaram tanto dos congestionamentos quanto do percurso rodoviário. O terceiro é a organização da cabine e o conjunto de equipamentos para utilização cotidiana.

Como ponto que pode ser melhorado, considero necessário ampliar a presença do modelo no mercado brasileiro, onde os poucos emplacamentos registrados em 2026 contrastam com aquilo que encontrei durante a avaliação. Embora o ZR-V continue no portfólio da Honda, seu volume atual permite considerar a possibilidade de que sua trajetória no país esteja se aproximando do fim. Se isso acontecer, será uma pena, porque minha experiência mostrou um automóvel que ainda pode fazer sentido, especialmente para quem conhece a maneira como a Honda desenvolve seus produtos e procura permanecer na marca.

Notas Rápidas, por Sérgio Dias


Dunlop estreia na arrancada com marca abaixo de seis segundos


Júlio Sachet estabeleceu um recorde latino-americano de arrancada com pneu radial ao percorrer 201 metros em 5,972 segundos e atingir 227 km/h. O piloto competiu com pneus Dunlop SP Sport FM800 produzidos no Brasil e superou os demais classificados.

“Estrear em uma competição já batendo recorde é a prova de que a tecnologia Dunlop funciona sob a maior pressão do automobilismo”, afirma Fábio Torres, gerente de Vendas e Marketing da Dunlop Pneus. Segundo o executivo, Sachet utilizou o mesmo modelo desenvolvido para automóveis de passeio no Brasil.

Iveco conquista selo de revenda na categoria Caminhão Leve


A Iveco conquistou o Selo Maior Valor de Revenda – Veículos Comerciais 2026 com o Daily 65-180 na categoria Caminhão Leve. A certificação nacional, concedida pela Agência AutoInforme em 29 de setembro, considera a desvalorização de 16,8% registrada pelo modelo após três anos de uso no mercado brasileiro.

“Valor de revenda é um indicador muito concreto para quem vive do transporte, porque faz parte da conta do negócio do início ao fim da operação”, afirma Marco Pacheco, diretor de Marketing da Iveco para a América Latina. Segundo o executivo, o índice participa das decisões de aquisição, utilização e renovação da frota.

Omoda & Jaecoo leva técnicos brasileiros à final do OJ Skills


A Omoda & Jaecoo definiu os dois técnicos que representarão o Brasil na final mundial do OJ Skills Competition, marcada para novembro, em Wuhu, na China. Mizael Carlos Roza Andrade ficou em primeiro lugar, enquanto Jhony Fabio da Silva terminou na segunda posição.

“O OJ Skills Competition vai muito além de uma competição. Ele é uma ferramenta de desenvolvimento profissional que nos permite identificar talentos, elevar o nível técnico da nossa rede e preparar nossos concessionários para os desafios de um mercado cada vez mais tecnológico e eletrificado”, afirma Leonardo Aredias, diretor de Pós-Vendas da Omoda & Jaecoo Brasil.

Continental lança TerrainContact A/T2 em 12 medidas no Brasil


A Continental Pneus lançou o TerrainContact A/T2 no Brasil para equipar crossovers, SUVs e picapes usados em cidades e rodovias e em percursos ocasionais fora de estrada. O modelo chega em 12 medidas, entre 14 e 18 polegadas, com tecnologia TractionPlus+ e estrutura voltada a condições de uso.

“O crescimento dos SUVs e das picapes no Brasil reforça a demanda por pneus capazes de acompanhar diferentes perfis e necessidades de condução”, afirma Patrícia Neubauer Lopes, gerente de Produtos da Continental Pneus. O modelo reúne segurança, conforto, durabilidade e tração, além de ser compatível com veículos eletrificados.

Porsche atualiza multimídia de mais de 300 mil veículos


A Porsche passou a oferecer nos Porsche Centers uma nova geração do sistema PCCM Plus para atualizar a conectividade de mais de 300 mil unidades das linhas 911, Boxster e Cayman produzidas entre 2009 e 2016. O equipamento integra navegação, telefone, entretenimento e funções originais do veículo.

A atualização atende duas famílias de automóveis. Um dispositivo foi desenvolvido para o 911 da geração 991.1 e Boxster e Cayman 981, dos anos-modelo de 2012 a 2016. O outro contempla o 911 997.2 e os Boxster e Cayman 987.2, produzidos entre 2009 e 2013.

Argo X revela conexão visual com o Grande Panda europeu


A Fiat conclui no Brasil os testes do Argo X após mais de um milhão de quilômetros percorridos em trajetos urbanos, rurais, rodoviários e no campo de provas de Curvelo, em Minas Gerais. As imagens dos protótipos indicam que o modelo brasileiro seguirá elementos adotados pelo Grande Panda europeu, mas terá posicionamento próprio na gama nacional. O lançamento ocorrerá após a conclusão dessa etapa de engenharia.

“A validação em condições reais continua sendo um dos pilares do nosso processo de desenvolvimento”, afirma Márcio Tonani, vice-presidente sênior dos Centros Técnicos de Engenharia da Stellantis para a América do Sul. Segundo o executivo, as avaliações físicas complementam o desenvolvimento virtual e abrangem componentes e sistemas do veículo.

Denza leva potência de 200 chuveiros à recarga de elétricos


A Denza iniciou em Brasília a operação comercial de um carregador com potência de até 1.500 kW, equivalente ao consumo de 200 chuveiros de 7.500 W ou mil aparelhos de ar-condicionado de 12.000 BTU. O Flash Charging pode acrescentar até 400 quilômetros de autonomia em cinco minutos nos veículos compatíveis.

“Durante muito tempo, o tempo de recarga foi uma das principais dúvidas de quem considera migrar para um carro elétrico. O Flash Charging muda essa referência”, afirma Alexandre Baldy, vice-presidente sênior da BYD Brasil e responsável pelas áreas Comercial e de Marketing da BYD Auto. A meta prevê mil equipamentos no país até o fim de 2027.

Fenatran 2026 reúne tecnologias para reduzir custos do transporte


A indústria de implementos rodoviários apresentará produtos, tecnologias e serviços na 25ª Fenatran, de 9 a 13 de novembro, no São Paulo Expo, em São Paulo. Fabricantes utilizarão equipamentos, conectividade, gestão de frotas e pós-venda para responder às demandas dos transportadores por produtividade, controle operacional, segurança e redução de custos.

“A expectativa é de uma edição muito relevante para os negócios”, afirma João Librelato, diretor comercial e de marketing da Librelato. Segundo o executivo, o transporte atravessa mudanças relacionadas à digitalização, conectividade, eficiência energética, redução de peso, disponibilidade dos equipamentos e busca por menor custo operacional.

Jaecoo 5 estreia no Brasil por R$ 154.990 com sistema híbrido


A Omoda & Jaecoo inicia em 1º de outubro as vendas do Jaecoo 5 no Brasil, com as versões Comfort por R$ 154.990 e Prestige por R$ 179.990. O primeiro lote terá 3.600 unidades, comercializadas pela Webmotors e pelas concessionárias da marca em todo o país, para ampliar presença no segmento de SUVs híbridos.

“O Jaecoo 5 desempenha um papel estratégico fundamental para a Omoda & Jaecoo no Brasil”, afirma Roger Corassa, vice-presidente executivo da empresa. O lançamento insere a tecnologia eletrificada em uma faixa de preço abaixo dos demais produtos da marca.

Pirelli cria P Zero para Brabus Bodo atingir 360 km/h


A Pirelli desenvolveu um P Zero de 22 polegadas para o Brabus Bodo Cabriolet, conversível de quatro lugares equipado com motor V12 e capaz de alcançar 360 km/h. Produzido também para a versão cupê, o pneu transfere potência e torque ao piso e ajusta aderência, direção, estabilidade e conforto às características do veículo.

“O desenvolvimento bem-sucedido dessa combinação de pneus de 22 polegadas, criada em parceria com a Pirelli, ressalta nossa ambição de harmonizar perfeitamente máxima performance, precisão e dinâmica de direção com o Brabus Bodo, até o menor detalhe”, afirma Joern Gander, diretor de Tecnologia da Brabus.



















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